Visagismo: como alinhar rosto, estilo e essência pessoal
- Michele Trancoso
- 4 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Você já percebeu que alguns cortes de cabelo, maquiagens ou acessórios parecem “harmonizar” naturalmente com certas pessoas, enquanto em outras não funcionam? Esse é o campo do visagismo: a arte e a técnica de alinhar a imagem pessoal às características únicas de cada rosto e, principalmente, à identidade de quem o carrega.

O que é visagismo e por que vai além da estética
O visagismo não é sobre seguir modismos de beleza. Criado originalmente por Fernand Aubry (1930) e sistematizado em profundidade por Philip Hallawell no Brasil, o visagismo busca compreender como formas, linhas, cores e volumes se relacionam com a personalidade e o estilo de vida da pessoa.
Um corte de cabelo ou um óculos, por exemplo, pode:
transmitir mais autoridade ou mais proximidade,
destacar suavidade ou reforçar força,
criar equilíbrio onde há desarmonia.
Ou seja: cada escolha comunica algo — e o visagismo ajuda a fazer isso de forma intencional e consciente.
A técnica por trás da harmonia
No processo, analisamos elementos como:
Formato do rosto e traços faciais (ovais, angulosos, arredondados, proporcionais ou não);
Linhas predominantes (retas, curvas, mistas) e seu impacto na percepção;
Cores adequadas para cabelo, maquiagem e acessórios, em diálogo com a coloração pessoal (fundamentada em teorias de cor como Johannes Itten e métricas objetivas como CIELAB);
Estilo de vida e objetivos pessoais/profissionais, para que o resultado seja prático e sustentável.
Essa abordagem técnica evita escolhas baseadas apenas em intuição ou modismos, garantindo um resultado consistente e autêntico.
O meu diferencial: técnica aliada ao acolhimento
Mais do que ajustar linhas e cores, acredito que o visagismo é uma oportunidade de reconexão. Cada rosto carrega história, marcas do tempo, expressões únicas.
No meu trabalho, uno alto conhecimento técnico (baseado em referências consagradas como Hallawell, Itten e Parsons) com uma postura de acolhimento e respeito.Não há julgamentos nem imposições: existe, sim, um espaço seguro para que cada cliente descubra como valorizar sua singularidade sem abrir mão da própria essência.
Ética e reserva: um processo só seu
Outro ponto essencial é a confidencialidade. Adoto uma postura low profile nas redes sociais: seu processo de consultoria — incluindo a etapa do visagismo — não será exposto publicamente sem consentimento. Isso garante segurança, privacidade e liberdade para experimentar novas possibilidades sem pressões externas.
Conclusão: visagismo como expressão da identidade
O visagismo não cria uma máscara, mas sim uma ponte entre quem você é e como deseja se comunicar.➡️ Mais do que estética, é identidade em equilíbrio: rosto, estilo e essência caminhando juntos.
Referências para aprofundamento
Aubry, Fernand. Visagisme (1930).
Hallawell, Philip. Visagismo Integrado: identidade, estilo e beleza.
Itten, Johannes. The Art of Color.
CIE (Commission Internationale de l'Éclairage). Colorimetry – CIE 1976 L*a*b*.
Parsons, Alyce. StyleSource: The Power of the Seven Universal Styles.



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